segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Op art
O que é
Op art, também conhecida como Arte Óptica, é um
estilo artístico visual que utiliza ilusões óticas. Este movimento artístico
teve inicio na década de 1930 com as obras do designer gráfico e artista
húngaro Victor Vasarely.
Características principais
- Uso de recursos visuais
(cores, formas, etc.) para provocar ilusões óticas.
- As imagens parecem ter
movimento.
- Combinações de formas
geométricas simples como, por exemplo, quadrados, retângulos, círculos e
triângulos.
- Em muitas obras, o
observador deve se movimentar para visualizar os efeitos da pintura ou
escultura. Desta forma, o observador participa ativamente.
- Uso de linhas paralelas
sinuosas ou retas.
- Uso de poucas cores, sendo o
preto e o branco as mais usadas.
- Imagens ocultas que podem
ser vistas somente de determinados ângulos ou através da focalização de
determinadas áreas da obra.
- Contraste de cores.
Principais artistas
- Victor Vasarely - artista e
designer gráfico, é considerado o pai da op-art. Começou a fazer este tipo de
arte na década de 1930.
- Bridget Riley - pintor
inglês
- Jesús Soto - escultor e
pintor venezuelano
- Yaacov Agam - artista
israelense
- Richard Allen - artista
britânico
- Tony Delap - artista
norte-americano
- Josef Albers - artista
alemão
- Heinz Mack - artista
plástico alemão
Você sabia?
Uma das principais exposições de op art ocorreu no
Museu de Arte Moderna de Nova Iorque em 1965. Conhecida como "The
Responsive Eye", a exposição contou com a participação de vários artistas
importantes.
Renascimento
Introdução
Durante os
séculos XV e XVI intensificou-se, na Europa, a produção artística e científica.
Esse período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença.
Contexto Histórico
As conquistas
marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a
diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o
aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus
fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições
financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores,
músicos, arquitetos, escritores, etc.
Os governantes
europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e
intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo
fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais
populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era
muito comum as famílias nobres encomendarem
pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.
Foi na Península
Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma
grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo,
Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e
intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do
Renascimento.
Características Principais:
- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época
renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da
natureza, ao contrário dos homens medievais;
- As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a
inteligência, o conhecimento e o dom artístico;
- Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus
(teocentrismo), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem
(antropocentrismo);
- A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande
intensidade. Os homens renascentistas, principalmente os cientistas, passam a
utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.
Durante os
séculos XIV e XV, as cidades italianas como, por exemplo, Gênova, Veneza e
Florença, passaram a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Estes
ricos comerciantes, conhecidos como mecenas,
começaram a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento
artístico e cultural. Por isso, a Itália é conhecida como o berço do
Renascentismo. Porém, este movimento cultural
não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus
como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Polônia e Países
Baixos.
Principais representantes do
Renascimento Italiano e suas principais obras:
- Giotto di Bondone (1266-1337) - pintor e arquiteto italiano. Um dos
precursores do Renascimento. Obras principais: O Beijo de Judas, A Lamentação e
Julgamento Final.
- Fra Angelico (1395 - 1455) - pintor da fase inicial do Renascimento.
Pintou iluminuras, altares e afrescos. Obras principais: A coração da virgem, A
Anunciação e Adoração dos Magos.
- Michelangelo Buonarroti (1475-1564)- destacou-se em arquitetura,
pintura e escultura. Obras principais: Davi, Pietá, Moisés, pinturas da Capela
Sistina (Juízo Final é a mais conhecida).
- Rafael Sanzio (1483-1520) - pintou várias madonas (representações da
Virgem Maria com o menino Jesus).
- Leonardo da Vinci (1452-1519)- pintor, escultor, cientista,
engenheiro, físico, escritor, etc. Obras principais: Mona Lisa, Última Ceia.
- Sandro Botticelli - (1445-1510)- pintor italiano, abordou temas
mitológicos e religiosos. Obras principais: O nascimento de Vênus e Primavera.
- Tintoretto - (1518-1594) - importante pintor veneziano da fase final
do Renascimento. Obras principais: Paraíso e Última Ceia.
- Veronese - (1528-1588) - nascido em Verona, foi um importante pintor
maneirista do Renascimento Italiano. Obras principais: A batalha de Lepanto e
São Jerônimo no Deserto.
- Ticiano - (1488-1576) - o mais importante pintor da Escola de Veneza
do Renascimento Italiano. Sua grande obra foi O imperador Carlos V em Muhlberg
de 1548.
- Giogrio Vasari - (1511-1574) - além de pintor foi um importante
biógrafo da vida de vários artistas renascentistas. Entre suas obras
principais, podemos citar: Adoração dos magos e Perseu e Andrômeda.
O Renascimento em outras
regiões da Europa
- Holanda (Países Baixos): Erasmo de Roterdã foi um dos principais
representantes da filosofia e literatura renascentista nos Países Baixos.
Humanista e fervoroso crítico social, sua principal obra foi Elogio da loucura.
Já no campo das artes plásticas, podemos destacar o pintor holandês Jan Van
Eyck, cuja obra principal e mais conhecida é O Casal Arnolfini.
- Espanha: Na literatura podemos destacar o escritor Miguel de
Cervantes, autor da conhecida obra Dom Quixote de la Mancha. Nas artes
plásticas, destaca-se o pintor El Greco, autor de A Ascensão da Virgem,
Adoração dos reis magos, El Expolio, entre outras.
- França: no campo da literatura renascentista francesa, podemos
destacar o escritor e padre François Rabelais, autor da série de romances
Gargântua e Pantagruel. Outro importante escritor renascentista francês foi o
filósofo Montaigne, autor de Ensaios.
- Inglaterra: William Shakespeare foi o grande destaque da literatura inglesa
renascentista. Considerado também um dos maiores escritores de todos os tempos,
é autor de muitas obras famosas como, por exemplo, Romeu e Julieta, O Mercador
de Veneza, O Rei Lear e Macbeth.
Abstracionismo
Origem
A
arte abstrata surgiu no começo do século XX, na Europa, no contexto do
movimento de Arte Moderna. O precursor da arte abstrata foi o artista russo
Kandinsky. Com suas pinceladas rápidas de cores fortes, transmitindo um
sentimento violento, Kandinsky marcou seu estilo abstracionista.
Outro
artista que ganhou grande destaque no cenário da arte abstrata do começo do
século XX foi o holandês Piet Mondrian.
Reações contrárias
Quando
a arte abstrata surgiu no começo do século XX, provocou muita polêmica e
indignação. A elite europeia ficou chocada com aqueles formatos considerados
“estranhos” e de mau gosto. A arte abstrata quebrou com o tradicionalismo, que
buscava sempre a representação realista da vida e das coisas, tentando imitar
com perfeição a natureza.
Estilo
Na
arte abstrata o artista trabalha muito com conceitos, intuições e sentimentos,
provocando nas pessoas, que visualizam a obra, uma série de interpretações.
Portanto, na arte abstrata, uma mesma obra de arte pode ser vista, sentida e
interpretada de várias formas.
Arte Abstrata no Brasil
No
Brasil, a arte abstrata ganhou força a partir da I Bienal de São Paulo (1951).
Entre os artistas brasileiros de arte abstrata, podemos destacar: Antônio
Bandeira, Ivan Serpa, Iberê Camargo, Manabu Mabe, Valdemar Cordeiro, Lígia
Clarck e Hélio Oiticica. Estes dois últimos fizeram parte do neoconcretismo.
MINIMALISMO – MINIMAL ART
Compreende-se como Minimalismo,
uma linguagem estética e artística que se desenvolveu a partir da década de
1950 e 1960 e que em muito influencia o design contemporâneo.
A minimal art é
considerada uma arte “limpa” por desfazer-se dos elementos excessivos no
processo de produção, reduzindo a obra de arte a um objeto puro e completamente
inteligível, concebido na mente antes de sua produção.
Esteticamente, esse novo
movimento trouxe muitas inovações e ao mesmo tempo sofreu duras críticas por
sua “técnica” de produção. Na pintura e na escultura, passa-se a utilizar
materiais industriais para compor os objetos, como ferro galvanizado, aço
laminado a frio, cubos de poliestireno, chapas de cobre, tubos fluorescentes,
tinta industrial, concreto e outros tipos de insumos. Além disso, o artista se
retira do processo de produção da obra, atuando no papel de idealizador de um
projeto, onde a finalização dela como produto é responsabilidade de terceiros.
Um exemplo mais claro dessa
ausência do artista é uma obra intitulada Die, de Tony Smith. A obra foi
originalmente idealizada em 1962, mas o objeto projetado pelo artista só foi
produzido em 1998, após a sua morte, sob uma encomenda da viúva do escultor e
arquiteto, e consiste pura e simplesmente em um cubo de aço que hoje está
exposto em Nova Iorque. Nesse sentido, a Minimal chegou a não ser
considerada como arte, por ser compreendida como uma arte vazia de significado
e inovação plástica, pela utilização dos materiais e os objetos trabalhados.
Essa crítica passou a ser desconstruída a partir de uma publicação da crítica e
historiadora de arte Barbara Rose, intitulada ABC Art.
Os conceitos da ABC Art, possuem
características estéticas tão fortes que passam a influenciar também outros
ramos das artes, como música e dança. Na música, inicia-se uma discussão sobre
o que ela é e como ela se forma. Nesse contexto, algumas composições de
artistas com Philip Glass utilizam-se de arranjos com poucas notas, acordes
simples e muitas repetições, com uma estrutura modular. Na dança, nomes como
Yvonne Rainer e Lucinda Childs destacam-se por trabalhar a desconstrução dos
movimentos e dos bailarinos em suas coreografias. A primeira procura reduzir o
corpo humano aos movimentos que ela julga serem essenciais e primários: ficar
de pé, correr e andar, de um modo inexpressivo o suficiente para deixar de lado
a presença do bailarino.
No Brasil, a Minimal também
refletiu seus princípios, destacando-se artistas como Ana Maria Tavares, com
obras como Corrimão (1996) e Desviantes (da série Hieróglifos
Sociais, de 2011), Carlos Fajardo – com fortes referências às esculturas de
John McCracken e Lary Bell – Fabio Miguez e Carlito Carvalhosa – que chegou a
expor uma de suas obras produzidas com tecido TNT em Nova Iorque.
De maior presença nos objetos
visuais da vida cotidiana, a publicidade e propaganda e o design gráfico
incorporaram certos aspectos do minimalismo, traduzido para sua forma de
composição, reduzindo os excessos da imagem para extrair o que mais chama
atenção, respeitando os aspectos principais da cor, a imagem se torna um
emaranhado de objetos gráficos individuais que toma forma de uma imagem
conhecida do público apenas pela sua organização no espaço.
terça-feira, 16 de agosto de 2016
POP ART
A Pop Art é uma escola
que utiliza em suas representações pictóricas imagens e símbolos de natureza
popular. Originado particularmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, este
movimento foi assim batizado em 1954, quando o crítico inglês Lawrence Alloway
assim o denominou, ao se referir a tudo que era produzido pela cultura em massa
no hemisfério ocidental, especialmente aos produtos procedentes da América do
Norte.
Alguns criadores, inspirados no movimento dadaísta
liderado por Marcel Duchamp, decidiram, em fins dos anos 50, se apropriar de
imagens inerentes ao universo da propaganda norte-americana e convertê-las em
matéria-prima de suas obras. Estes ícones abundantes no dia-a-dia do século XX
detinham um alto poder imagético.
A Pop art representava um retorno da arte figurativa,
contrapondo-se ao Expressionismo alemão que até então dominava a cena
artística. Agora era a vez da cultura em massa, do culto às imagens
televisivas, às fotos, às histórias em quadrinhos, às cenas impressas nas telas
dos cinemas, à produção publicitária.
Na década de 20, os filósofos Horkheimer e Adorno já
discorriam sobre a expressão indústria cultural, para expressar a
mercantilização de toda criação humana, inclusive a de cunho cultural. Nos anos
60 tudo é produzido massivamente, e cria-se uma aura especial em torno do que é
considerado popular. Desta esfera transplantam-se a simbologia e os signos
típicos da massa, para que assim rompam-se todas as possíveis barreiras entre a
arte e o povo. Há um certo fascínio em torno do modo de vida da população dos EUA.
Os artistas recorrem à ironia para
elaborar uma crítica ao excesso de consumismo que permeia o comportamento
social, estetizando os produtos massificados, tais como os provenientes da
esfera publicitária, do cinema, dos quadrinhos, e de outras áreas afins. Eles
se valem de ferramentas como a tinta acrílica, poliéster, látex, colorações
fortes e calorosas, imitando artefatos da rotina popular.
Estes objetos que integram o dia-a-dia da massa são
multiplicados em porte bem maior, o que converte sua concretude real em uma
dimensão hiper-real. Enquanto, porém, a Pop art parece censurar o consumismo,
ela igualmente não prescinde dos itens que integram o circuito do consumo
capitalista. Exemplo disso são as famosas Sopas Campbell e as garrafas de
Coca-Cola criadas pelo ‘papa’ deste movimento, o artista Andy Warhol.
Este ícone da Pop art inspirou-se nos mitos modernos,
como o representado pela atriz Marilyn
Monroe, símbolo do cinema hollywoodiano e do glamour contemporâneo,
para produzir suas obras. Ele procurava transmitir sua certeza de que os ídolos
cultuados pela sociedade no século XX são imagens despersonalizadas e sem
consistência. Para isso o artista utilizava técnicas de reprodução que
simulavam o trabalho mecanizado.
Nesta salada imagética que constitui a pop art, o que
antes era considerado de mau gosto se transforma em modismo, o que era visto
como algo reles passa a ter a conotação de um objeto sofisticado. Isto porque
estes artefatos ganham um novo significado diante do contexto em que são
produzidos, e assumem, assim, uma valoração distinta.
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